Não se pede muito.
Apenas uma flor
Azul.
Amarela.
Vermelha.
De todas ou de qualquer cor do arco-íris
com todos os reflexos da esperança
e da alegria.
É preciso uma flor.
É tão urgente como o amor.
Como a paz.
Como a Amizade certa entre as pessoas.
É preciso uma flor.
Que cresça no rosto das crianças,
nas mãos dos adolescentes,
no sorriso dos velhos,
mas é preciso.
É preciso uma flor!
Azul.
Amarela.
Tanto faz.
Uma flor pequenina.
Áspera.
Anónima.
A nosso lado há dezenas de mãos ignoradas
[onde a flor poderá florir.
Semeemos a flor.
É urgente.
É urgente.
Maria Rosa Colaço
in «Crónicas»
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Bolsa do Voluntariado
"A Bolsa do Voluntariado é um site dinâmico que inclui motores de busca onde quem procura e quem oferece trabalho voluntário o pode encontrar através de uma pesquisa simples ou, se não for encontrada resposta imediata, inscrever-se mostrando assim as suas aspirações. Os Voluntários podem escolher onde pretendem realizar a sua actividade, de acordo com as suas aptidões, disponibilidade de tempo, áreas de interesse, preferência de localização. Podem seleccionar uma causa ou necessidade social , procurar uma instituição ou organização perto do local da sua residência, participar numa acção pontual. A procura pode ser feita por área de actuação, destinatários, área de especialidade, freguesia, código postal.
As instituições e organizações que necessitem de voluntários, de produtos não alimentares ou de serviços podem inscrever-se na Bolsa do Voluntariado, listando as suas necessidades. Podem ainda procurar voluntários com o perfil de que necessitam para a sua actividade, recorrendo a vários critérios como: área de actuação, destinatários, especialidade, freguesia ou código postal. [...]"
domingo, 2 de janeiro de 2011
Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
sábado, 1 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Grave como WWF, Salve uma Árvore
Veja mais e faça o download do software em "O Único Planeta que Temos":
http://oplanetaquetemos.blogspot.com
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